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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Se meu Fusca falasse…

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(Foto da vítima. Desentortei parcialmente o parachoque na base do chute)

Algumas atitudes das pessoas no trânsito são impossíveis de entender.

Seguem abaixo três relatos de situações que ocorreram com o meu Fusca 1979 recentemente.

Não são histórias engraçadas.

 

Relato 1.

Na Zona 4, assim como todos os bairros de Maringá que têm árvores velhas, é assim, se chover as ruas são tomadas de galhos e folhas derrubadas. Em maio de 2012 - não lembro o dia, sei que era um sábado – estava saindo de manhã para o treino de kickboxing,  olhei pelo espelho retrovisor e vi que sobre meu Fusca (que estava estacionado na rua, em frente dum prédio ao lado de onde moro) tinha uma sujeirada de galho e folhas. Pensei que havia caído um galho por causa da chuva que havia dado na noite anterior. Pensei: “depois dou uma geral no Fusca”. O Fusca estava parado naquela vaga já fazia umas duas semanas, pois estava com problema na ignição e estava sem tempo para levá-lo na autoelétrica. Na volta do treino passei devagar na frente do Fusca e vi que não eram só galhos e folhas, mas também outras tranqueiras como espuma de sofá, papéis, etc. Fiquei parado na frente do carro uns cinco minutos tentando entender o que havia acontecido. Então percebi que a única calçada que havia sido varrida depois da chuva nas redondezas tinha sido a do prédio onde tinha estacionado o Fusca em frente. Tinham jogado toda a sujeira sobre meu carro. Foi aí que apareceu uma senhora, dona de uma lojinha no térreo do edifício, dizendo que muita gente do prédio estava revoltada porque o Fusca estava tomando vaga dos moradores e também, como havia comércio no prédio, que os clientes não tinham onde estacionar. Disse que eu deveria estacionar na frente do meu prédio e melhorar o aspecto do meu carro, pois parecia um veículo abandonado. Ah sim, depois de tudo isso ela disse que não tinha nada a ver com o ocorrido. Acredito... Respondi que a via era pública e não acreditava que pessoas ditas civilizadas preferiam apelar para o vandalismo que resolver as coisas no diálogo. Bastava ter deixado um recado, um bilhetinho no carro, algo assim. Recolhi toda a sujeira que jogaram no meu o carro e, com a ajuda do síndico do meu prédio (que ficou indignado com o acontecido) empurramos o carro para outra vaga mais adiante. Fiquei puto por um mês.

 

Relato 2.

Há dois meses, em meados de novembro do ano passado, cheguei mais cedo para trampar e havia uma vaga gigantesca para estacionar o carro na frente da prefeitura, do lado do espaço reservado para as motos. Parei o carro e ainda sobrou espaço de um carro e meio atrás. Suficiente para parar uma Dodge Ram. Uns 40 minutos depois percebi que alguém havia estacionado um Peogeot tão encavalado no meu Fusca que o parachoque estava retorcido para cima. Fui avisado também pelo vigilante do órgão público onde trabalho. Não me importei muito porque o meu carro não tá lá essas maravilhas na aparência - embora a parte mecânica esteja boa - e outro sujeito estacionou seu carro tão colado na traseira do Peugeot que eu queria ver o que aconteceria na hora que o cara que encavalou no meu Fusca quisesse retirar o carro dele. Do meu posto de trabalho conseguia ver perfeitamente o que acontecia, pois a fachada é toda de vidro e eu havia estacionado bem de frente ao meu serviço. Por volta das 14 horas vi o pessoal do Estar passando anotando as placas dos carros, então dei uma escapadinha do trampo para colocar dois cartões de estacionamento para não tomar aquelas multinhas xaropes. Voltei para o trabalho e uns vinte minutos depois olhei para fora e vi um cidadão do lado do meu carro acompanhado de dois agentes de trânsito. O cara parecia transtornado, gesticulava e andava de um lado pro outro. Era o dono do Peugeot. Fui até lá ver o que estava acontecendo, até porque fiquei com medo de ser multado indevidamente. Cheguei perto do cara e perguntei se o Peugeot era dele e, diante da confirmação, expliquei que havia sido avisado que tinham estacionado encavalado no meu Fusca. O cara surtou. Disse que eu estava falando merda e que se era para eu ficar falando mentiras era melhor eu nem ter aparecido ali. Disse ainda que eu não tinha humildade porque eu estava o acusando, enquanto na verdade ele era a vítima, então ele iria até as “últimas consequências”. Então deixei de lado o maluco e fui conversar com os agentes de trânsito. Expliquei toda a história. O agente pediu para que eu afastasse um pouco o carro para o sujeito se acalmar. Foi então que o cara se aproximou e começou a apontar para o meu cartão do Estar, que estava marcado 14:15, dizendo para o agente que eu havia estacionado bem depois dele. Expliquei que como trabalhava de frente com o local que havia estacionado, conseguia ver a movimentação do pessoal do Estar, etc, etc... E nesse momento chegou um terceiro agente de trânsito para tumultuar ainda mais a situação. Parou a moto no canteiro e ligou o giroflex. Começou a chegar gente a doidado querendo saber o que havia acontecido e o maluco começou a dar o showzinho dele. Afastei o carro para o cara sair com o carro dele e acabar com aquela palhaçada toda. Daí ele foi checar os danos no carro dele e não tinha um risco sequer. Uma vergonha uma pessoa adulta causar toda uma confusão no centro de Maringá por um problema que ele mesmo causou. E mais absurdo ainda era a presença de três agentes de trânsito para atender uma ocorrência dessa natureza. Apresentei meus documentos e perguntei para o agente se estava tudo certo e fui “liberado”. Foi então que dois colegas de trabalho que viram todo o ocorrido me lembraram que as câmeras de segurança do meu serviço captam imagens da frente do prédio e da avenida. Solicitei as imagens e depois assisti com o pesseoal do serviço: tudo da maneira como descrevi aqui. O maluco ainda ficou mais uns 20 minutos em frente do carro dele conversando com os curiosos e os agentes de trânsito, provavelmente contando mentiras sobre como meu Fusca que estava estacionado uma hora e quinze minutos antes dele estacionar, criou vida própria e resolveu dar uma rezinha para acertar o Peugeot dele. Ridículo.

 

Relato 3.

No último sábado (12/01/2013), estava esperando uns camaradas passarem em casa para tomarmos umas beers. O pessoal chegou, eu desci e logo de cara fui informado que haviam batido no meu Fusca que estava estacionado na frente do meu prédio. Bater num carro estacionado é o cúmulo da barbeiragem. Lanterna quebrada, parachoque dianteiro retorcido e um leve amassado no paralama dianteiro direito. Nada de bilhete, nem testemunhas, nem nada de nada. E ainda por cima, meu camarada não percebeu que o parachoque do Fusca estava retorcido e quando foi fazer a baliza para parar em frente do meu prédio acabou riscando a lateral do seu carro. Desonestidade alheia, prejuízo meu... Indignado.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A MESMA COISA... MAS DIFERENTE.


1. Se eu e meus amigos resolvermos obrigar (ameaçar) os comerciantes do nosso bairro a entregar o seu lixo reciclável para a nossa empresa de recolhimento mediante pagamento, em vez de ser recolhido por cooperativas de catadores, estamos atuando como uma máfia.

2. Se eu e meus amigos resolvermos bancar a candidatura de um outro amigo para vereador e este, quando eleito, criar uma lei que obriga os comerciantes a entregarem o lixo reciclável para a nossa empresa mediante pagamento, estamos atuando como uma máfia, porém dentro da lei.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Uma coisa e outra

Mixolídio ou Belle And Sebastian

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Era mixolídio… e Belle and Sebastian.

Valeu Costa! Hehehe

 

Modo mixolídio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O modo mixolídio, na música, é um dos modos gregos.

Caracteriza-se por ser um modo misto, ou seja, é uma fusão da relação intervalar do segundo tetracorde do modo lídio com o primeiro (ou segundo) tetracorde do modo dórico

[editar] Descrição

O modo mixolídio forma-se estabelecendo como tônica a quinta nota da escala diatônica, sendo um dos modos maiores, possui a seguinte relação intervalar: - T - T - st - T - T - st - T (onde T = tom e st = semitom).

[editar] Exemplos

1. Partindo da tonalidade de dó maior, temos o sol mixolídio:

  • sol - lá - si - dó - ré - mi - fá

2. Partindo da tonalidade de sol, temos o ré mixolídio:

  • ré - mi - fá# - sol - lá - si - dó

3. Partindo da tonalidade de fá temos o dó mixolídio:

  • dó - ré - mi - fá - sol - lá - sib
Esta era a música que estava rolando. Percebam o arranjo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PINHEIRINHO: QUEM APANHA, LEMBRA - por Latuff

(Publicado originalmente em http://www.twitlonger.com/show/fi6k5e)

Este texto é um desabafo. Não pretendo que seja uma análise aprofundada. Outros artigos estão sendo escritos com esse propósito, por gente bem mais capacitada que eu. Expresso aqui a revolta que contamina meu coração desde domingo passado, quando acordei com a notícia de que os milhares de moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos, estavam sendo desalojados.

Estive lá na semana passada, numa visita de solidariedade aquelas pessoas que estavam na eminência de serem despejadas de um terreno que ocupavam desde 2004. A juíza Márcia Faria Mathey Loureiro, da 6ª Vara Cível de São José dos Campos, assinou a reintegração de posse (pomposo termo jurídico para despejo) em favor do senhor Naji Robert Nahas, notório especulador cujo nome aparece nas manchetes de jornal, associado a crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.

Foram muitos os esforços para tentar deter o despejo, de advogados que se voluntariaram a ajudar os moradores do Pinheirinho, até sindicalistas, militantes de partidos de esquerda, movimento dos sem-teto, dos sem-terra, parlamentares, artistas como o rapper Emicida. Formou-se uma verdadeira rede de apoio, como há muito eu não via. Fiz questão de visitar o Pinheirinho porque queria fazer mais por aqueles moradores do que simplesmente desenhar charges. Fiz questão tambem de registrar imagens da ocupação, sempre mostrada pela imprensa como um acampamento de rebeldes que armados de paus e pedras se recusavam a acatar pacificamente uma ordem judicial.

O que encontrei não foi surpresa. Estive em visita a ocupações urbanas e rurais por algumas vezes na vida. Os moradores do Pinheirinho me lembravam os camponeses que conheci em Rondônia e no Paraguai. Aqueles olhares, os sorrisos de boas vindas e os pés descalços, gente humilde, de poucos recursos mas de muita coragem, que precisa de terra pra viver, e não para a especulação imobiliária. No Pinheirinho conheci uma família que saiu do interior da Bahia, onde sobreviviam do que conseguiam achar num lixão, e que construíram uma vida nova a custa de muito trabalho. O pai catando materiais recicláveis, a mãe vendendo secos e molhados em casa e a filha fazendo fraldas descartáveis. Tenho até hoje o papelzinho com o preço das fraldas. Conheci tambem o seu Jaime, um paranaense que veio com a família, e que me mostrou orgulhoso a horta que cuidou com tanto carinho, incluindo os pés de café que trouxe do Paraná. Visitei a Pamela e sua filhinha de 30 dias, e vi seu quintal, todo decorado pelo seu companheiro com brinquedos coloridos.

Ví crianças jogando bola, brincando no chão de terra enlameado depois da chuva, vi a jovem mãe levando seu filho no carrinho, tentando desviar das poças de lama. Com um celular ia compartilhando estas imagens com os internautas. Queria que todos vissem de que se tratava de gente, de carne, osso e alma, e não apenas figuras sem nome no noticiário da TV. Por esse exercício de humanidade não passam os que usam suas canetas de ouro para assinar ordens de despejo, nem tão pouco os policiais que as cumprem.

É comum a gente imaginar que por trás dessas decisões judiciais estejam figuras engravatadas que tem prazer em desalojar familias pobres, que acham graça, riem, fazem piada, como vilões de filmes ou histórias em quadrinhos. Cheguei a conclusão de que não é bem assim. O despejo dos 9000 residentes daquele terreno foi uma ação burocrática, desprovida de sentimento. Fora os policiais militares, esses sim, que tem prazer em seu ofício brutal, os burocratas sequer tem contato com as vidas que destroem. As famílias do Pinheirinho são apenas obstáculos a serem removidos. Quando faço charges associando tais ações ao nazismo é porque identifico nelas a mesma ausência de humanidade. Penso em Adolf Eichmann e a tranquilidade com que descrevia o processo pelo qual deportou milhares para campos de concentração. Aquilo era para ele tão somente um ato administrativo. Nem a juíza Márcia Faria, nem Naji Nahas, nem o prefeito de São José dos Campos Eduardo Cury ou o governador de São Paulo Geraldo Alckmin se dispuseram a visitar a ocupação, já que seus moradores não são ninguém, não são nada além de um estorvo, um obstáculo ao império da ordem e da indústria imobiliária. Milhares de almas jogadas na rua, sem qualquer remorso ou compaixão, em favor de alguem que, diferente dos moradores do Pinheirinho, não precisa trabalhar para viver, sustenta-se através da falcatrua, da corrupção, das amizades influentes. Os moradores ficaram sem lar, mas os que os despejaram, voltaram para o conforto de suas casas.

Quem vai se lembrar daquela gente quando, no terreno onde antes havia o Pinheirinho, for construído um mega shopping center? Quem sabe o novo empreeendimento seja batizado como "Pinheirinho Mall" ou talvez a palavra Pinheirinho nem seja mais usada pela administração municipal, na tentativa de apagar de vez a memória do que antes foi uma ocupação. Mas como diz o ditado popular, "quem bate esquece, quem apanha lembra".

*Latuff é cartunista

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ocupação da Reitoria na USP na visão de um doutorando maringaense: “A USP não quer ser o anti-gueto, o país das maravilhas aonde pode-se fumar maconha livremente.” / “É a USP como exemplo para o Brasil: Não se metam. Calem a boca ou vai rolar bala.”

Ocupação USP2

Uma conversa informal via MSN com Flávio Schiavoni, amigo e doutorando pela USP, sobre a ocupação da reitoria da USP.

COY MORAIS diz
bro
o que tá acontecendo na usp?
assim, eu sei o que está acontecendo
mas qual é a verdade por trás das imagens

 

flavio diz
Só um pouco.
Cara, o que está saindo na Midia é uma piada.
Piada de mau gosto.
Olha só. Vamos pelo começo.
O que saiu na imprensa do começo da confusão:
Estudantes se revoltam quando a polícia tenta prender em flagrante 3 maconheiros que estavam traficando no estacionamento da FFLCH.
O que aconteceu, segundo colegas de lá.
A choque entrou na FFLCH (Faculdade de Filosofia e Ciências humanas).
Tropa com mais de 20 caras, em uma mão spray de pimenta e revólver na outra.
Tinham uma denúncia de tráfico de drogas ou coisa assim.
Revistaram alunos e professores dentro da sala de aula.
Os alunos saíram e rolou treta. Até professor tomou porrada.
Na saída da polícia, já no estacionamento, a polícia encontrou um pacote de maconha que era de 3 caras que estavam dentro de um carro.
Iam levá-los preso e os estudantes, que já tinham tomado bala de borracha, spray de pimenta e bomba de gás, queriam evitar a prisão.
Colegas que estavam lá garantem que nem tinha pacote de maconha porra nenhuma.
Ninguém vai contar para o mundo que a PM entrou em um bloco de sala de aulas armada e revistou todo mundo?
Olha só.
http://veja.abril.com.br/multimidia/galeria-fotos/protesto-de-estudantes-da-usp
Veja a chamada: Estudantes da USP protestam a prisão de três estudantes por estarem fumando maconha e a presença da polícia militar na Cidade Universitária, São Paulo. Confira as imagens:
Vc acha mesmo que sairia este tanto de gente para protestar se o que consta na notícia fosse verdade?
Imagina a cena? Um carro da polícia passa pelo estacionamento de um bloco, dá flagrante em 3 caras e de repente, do nada, sai 150 alunos e professores para protestar?
É infame, cara.
Veja as fotos e ignore a notícia.
Os estudantes mostrando livros para a PM. Dizendo, não sou bandido, sou estudante.
Os caras com camisa no rosto não para esconder a cara mas por causa do gás lacrimogêneo.
É triste, Coy. Estou triste para caralho.
E a imprensa insiste em perguntar porque os alunos da USP não querem a polícia no campus.
Como se quiséssemos criar aqui um anti-gueto, o inverso da periferia. Na periferia a polícia dá porrada em neguinho usando maconha.
A USP não quer ser o anti-gueto, o país das maravilhas aonde pode-se fumar maconha livremente.
Mas não queremos a polícia dentro da sala de aula ameaçando alunos e professores.
Assisti ontem o Jornal da Cultura. Tinha até um certo respeito pelo jornalismo deles. Só que estes engravatados não estão dispostos a divulgar o que está acontecendo de verdade.
Ontem rolou a desocupação da reitoria.
Desocupação? Pera lá. Por que chamam isto de ocupação?

COY MORAIS diz
Hmmm

 

flavio diz
Se vc tem um problema em casa, vc conversa com sua mãe.
Se vc tem um problema no trabalho, conversa com seu chefe.
Se tem problema na universidade, vc conversa com o reitor.
Se o reitor diz: Não quero conversar com você. o que vc faz?
Tem duas alternativas: Virar as costas e aceitar ou dizer: só saio daqui se vc conversar comigo.
flavio diz
Fizeram a segunda.
Chamam isto de ocupação.

COY MORAIS diz
Mas existe um histórico de truculência dos PMs com a comunidade universitária?

flavio diz
Tudo começou com o acordo assinado pela reitoria depois que um cara foi assassinado no campus.
A PM antes era proibida de entrar no campus.
Só concluindo.
Se vc for conversar com sua mãe na cozinha e ela disser: Não quero conversar com você.
E vc responder que só sai da cozinha quando ela te ajudar, o que ela faz?
Chama a tropa de choque? Te coloca no jornal com a legenda "Ocupação na cozinha"?
E dizem que é democracia.
E que os estudantes não sabem conversar.
Toda vez que alguém apela para a força, bro, é porque vc já perdeu a razão.
Para a desocupação da reitoria mandaram 2 helicópteros, cavalaria e tropa de choque com gás para prender 72 estudantes...
Moleques de 20 e poucos anos desarmados.
Começaram a atacar pelo CRUSP, moradia estudantil que fica ao lado da reitoria.
Mandaram bomba de gás no CRUSP para evitar que os estudantes descessem para ajudar.
sto as 5 da matina.
Os policiais estavam todos sem identificação de nome e tomaram todas as câmeras que filmaram a desocupação.
Também foi proibido a imprensa de filmar.
As imagens que temos, definitivamente não aconteceram as 5 da matina.
É incoerente acreditar na imprensa.
Depois de tirarem os estudantes do local a tropa de choque entrou para verificar o estrago que os estudantes fizeram na reitoria.
Há fotos de ontem a noite que os estudantes fizeram. Tudo no lugar.
Há fotos do que ficou depois da polícia "fotografar" o estrago.
Tudo depredado.
A Choque ficou quase uma hora com 20 caras para fotografar o vandalismo.
E o governador diz que os estudantes precisam de uma aula de democracia.
É triste, Coy.
Olha estas fotos: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pm-encontra-coqueteis-molotov-na-reitoria-da-usp
Olha a foto 12.

Ocupação USP
Uma 12 literalmente apontada para a cara de uma menina.
é de chorar.


COY MORAIS diz
realmente absurdo.
Posso postar esta conversa no meu blog?

flavio diz
Por favor, ajude a divulgar a verdade.
A USP não é contra a PM no campus.
O que está sendo questionado não é a liberação da maconha no campus.
A PM está na vila, está no centro, está na paulista. Adianta? Serve para algo?
Então mostram estatísticas que me fazem rir. Não tinhamos assassinato. Rolou um. A PM entrou no campus. Sabe o que aconteceu? Redução de 100% dos homicídios!
Pelo jeito a PM não quer ser questionada.
Quem apela para a força tem medo.
Tive dois colegas presos. Dois alunos de arquitetura. Um cara e uma mina.
Espero que não tenham dormido na cadeia em vão.
Algo tem de mudar.
Conhece a Raquel Rolnick? Veja o currículo dela e leia o texto.
http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/04/muito-alem-da-polemica-sobre-a-presenca-ou-nao-da-pm-no-campus-da-usp/

COY MORAIS diz
E como é o clima na USP? Professores, servidores e alunos, apoiam qual lado?

flavio diz
A desinformação atrapalha. Muita gente é a favor da PM e acha que a discussão é só a maconha. Não sabem nem o que aconteceu na FFLCH.
A Assembléia de ontem juntou 3 mil estudantes.
É pouco.

COY MORAIS diz
Cara, qual seu curso?

flavio diz
Ciência da computação. Estou no Instituto de matemática e Estatística.
Isto só pode significar uma coisa.
Está rolando na maior universidade da América Latina.
Eles tem medo que aconteça o que está rolando no Chile.
É a USP como exemplo para o Brasil: Não se metam. Calem a boca ou vai rolar bala.

COY MORAIS diz
Acho que isso ainda vai ter efeito contrário

flavio diz
Tem que ter.
Não pode ficar por isto.

COY MORAIS diz
Mas é interessante, aqui no Paraná do Norte, a opinião da maioria é a mesma da "grande imprensa". Que os estudantes são um bando de desordeiros que querem fumar maconha.

flavio diz
Sim.
Até entre os estudantes da USP esta impressão é a que ficou.

COY MORAIS diz
lamentável.

flavio diz
Sim.
Olha, a assembléia de ontem era pouca gente. 3 mil estudantes.
Mas é um número considerável.
Acredito que em breve teremos outra e acredito que mais gente irá participar.
Estes 3 mil devem estar fazendo algo como eu.
Quanto ao reitor, leia isto.
O reitor é do Direito.
Veio da Faculdade de Direito do Largo do São Francisco.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,congregacao-da-sao-francisco-considera-reitor-da-usp-persona-non-grata,779208,0.htm
A congregação é uma reunião com todos os professores, representantes de funcionários e representantes de estudantes.
Em 6 anos de docência eu só presenciei uma reunião destas.
Ela tem mais poder que o reitor ou diretor mas só decide se for unanimidade.
http://www.brasildefato.com.br/content/autoritarismo-rende-rodas-t%C3%ADtulo-de-persona-non-grata
A USP, como várias universidades do país, possui eleição interna e uma lista com 3 nomes é enviada ao governador que escolhe um.
Desde o fim do regime militar que o reitor que vence a eleição é o nomeado pelo governador.
O Serra pegou o segundo da lista. O primeiro tinha uns 60% de votos.
Nem os professores da faculdade de direito que ajudaram a redigir o AI5 tiveram a menção honrosa de persona non grata.
Todos os reitores da USP até hoje terminaram seus mandatos.
Talvez vejamos o primeiro caso da história que isto não ocorrerá.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/rodas-provou-que-merece-o-titulo-inedito-de-persona-non-grata.html

COY MORAIS diz
Bem que o governador poderia não terminar o mandato

flavio diz
huahauhauahuahu!
Cara, olha isto: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI143611,61044-Reitor+da+USP+recorre+contra+titulo+de+persona+non+grata
Ele diz que não aceita o título pois houve música e cantoria no final da reunião da congregação.
Se não me engano houve mesmo. Os presentes cantaram o hino nacional.

flavio diz
Olha mais esta: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,acao-de-familia-de-banqueiro-contra-usp-e-aceita-na-justica,741479,0.htm

flavio diz
E pra terminar, só mais uma: http://m.estadao.com.br/noticias/vidae,prefeitura-toma-predio-cedido-a-faculdade-de-direito-da-usp,782034.htm
Gente boa, o reitor, né?
Porque será que esta entrevista não foi parar na TV?
http://www.youtube.com/watch?v=8MTAcnr-LaQ&feature=autoshare&noredirect=1

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O ÉTER DA VIDA - por Coy Morais


O Éter da Vida

Pousou calma como brisa primaveril

E aos seus encantos toda mente se abriu

A sua graça ia de encontro à vil perfeição

Sinceridade com a sanha de um vulcão

--

Agora é tarde p’ra apagá-la da lembrança

Pois ter co’ela é cicatriz que não se arranca

Pobres coitados já tentaram sublimá-la

Prosaicas almas de sagacidade rala

--

Outrora desejavam-na, era como um mito

Hoje é podre, é um câncer, um cisto

Mas sua beleza reside na premissa

Que éter livre não se prende em treliça

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Esquerdop̶a̶t̶a̶: É por isso que eu sou contra o Lula

Esquerdop̶a̶t̶a̶: É por isso que eu sou contra o Lula

Luis Fernando Verissimo - O Estado de S.Paulo

Diálogo urbano, no meio de um engarrafamento. Carro a carro.

- É nisso que deu, oito anos de governo Lula. Este caos. Todo o mundo com carro, e todos os carros na rua ao mesmo tempo. Não tem mais hora de pique, agora é pique o dia inteiro. Foram criar a tal nova classe média e o resultado está aí: ninguém consegue mais se mexer. E não é só o trânsito. As lojas estão cheias. Há filas para comprar em toda parte. E vá tentar viajar de avião. Até para o exterior - tudo lotado. Um inferno. Será que não previram isto? Será que ninguém se deu conta dos efeitos que uma distribuição de renda irresponsável teria sobre a população e a economia? Que botar dinheiro na mão das pessoas só criaria esta confusão? Razão tinha quem dizia que um governo do PT seria um desastre, que era melhor emigrar. Quem pode viver em meio a uma euforia assim? E o pior: a nova classe média não sabe consumir. Não está acostumada a comprar certas coisas. Já vi gente apertando secador de cabelo e lepitopi como se fosse manga na feira. É constrangedor. E as ruas estão cheias de motoristas novatos com seu primeiro carro, com acesso ao seu primeiro acelerador e ao seu primeiro delírio de velocidade. O perigo só não é maior porque o trânsito não anda. É por isso que eu sou contra o Lula, contra o que ele e o PT fizeram com este país. Viver no Brasil ficou insuportável.

- A nova classe média nos descaracterizou?

- Exatamente. Nós não éramos assim. Nós nunca fomos assim. Lula acabou com o que tínhamos de mais nosso, que era a pirâmide social. Uma coisa antiga, sólida, estruturada...

- Buuu para o Lula, então?

- Buuu para o Lula!

- E buuu para o Fernando Henrique?

- Buuu para o... Como, "buuu para o Fernando Henrique"?!

- Não é o que estão dizendo? Que tudo que está aí começou com o Fernando Henrique? Que só o que o Lula fez foi continuar o que já tinha sido começado? Que o governo Lula foi irrelevante?

- Sim. Não. Quer dizer...

- Se você concorda que o governo Lula foi apenas o governo Fernando Henrique de barba, está dizendo que o verdadeiro culpado do caos é o Fernando Henrique.

- Claro que não. Se o responsável fosse o Fernando Henrique eu não chamaria de caos, nem seria contra.

- Por quê?

- Porque um é um e o outro é outro, e eu prefiro o outro.

- Então você não acha que Lula foi irrelevante e só continuou o que o Fernando Henrique começou, como dizem os que defendem o Fernando Henrique?

- Acho, mas...

Nesse momento o trânsito começou a andar e o diálogo acabou.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Paisagens do Litoral Catarinense – Fotos: Coy Morais

Um dia mudarei praquelas bandas. É certo…

Foto 1: Bombinhas / SC

Foto 2 e 3: Praia da Joaquina / Florianópolis

Foto 4: Lagoa da Conceição / Florianópolis

Foto 5: Praia Mole / Florianópolis

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O Empréstimo – por Coy Morais

O Empréstimo

Era uma terça-feira de manhã, fazia frio na minha cidade, o que me obrigava a vestir muita roupa, pois não suporto frio. Odiava aquele vento gelado no rosto, a dificuldade de comer uma coxinha por causa das luvas, sem contar o terror que era sentar na privada fria e sem assento e dar uma simples cagada de manhã. As coisas também não estavam lá uma maravilha com relação a minha vida financeira. Desempregado e em vias de ser despejado, me preparava para ir ao banco para pedir um empréstimo. Estava nervoso porque sabia que nenhum gerente em seu juízo perfeito concederia uma grana para alguém que estivesse com o nome sujo na praça. Enquanto esperava o banco abrir, comprei um jornal e pedi um cigarro para um barbudo que estava sentado no banco da praça do centro cívico. Quando cheguei perto para cerrar um careta, percebi que ele tinha umas manchas e umas bolhas vermelhas pelo corpo, não consegui disfarçar a ojeriza que senti. Ele pediu uma parte do jornal para ler e sinalizou com a mão perebenta para que eu sentasse ao seu lado. Deixei o jornal todo com ele, balancei a cabeça agradecendo o cigarro e sai fora. Nem acendi o cigarro, dobrei a rua e o joguei fora logo depois. Fui para o banco. Chegando lá fui abordado por uma garota de colete amarelo que fazia a triagem do atendimento, fui encaminhado para o gerente da minha conta com uma senha em minhas mãos. Enquanto aguardava meu número, inventava uma trama comovente envolvendo morte, doenças e traições, só para tentar convencer o gerente a emprestar a bufunfa. Ensaiei diálogos fictícios na minha cabeça, neles eu chorava, implorava, até beijava os pés do gerente do banco. Entrei no personagem e nem percebi as caras que eu estava fazendo até que uma senhora perguntou se eu estava me sentindo bem. Mandei ela ir cuidar da vida dela. Meu número apareceu no display, fingi uma contusão e fui mancando lentamente até a mesa do gerente. Apresentei-me e contei a história. Nada que eu dizia fazia efeito, aquele homem tinha uma pedra no coração, tentei todas as coisas que eu pude, apelei até para a crise do capital, critiquei a política econômica do governo, cheguei até a elogiar o terno barato que o filho da puta usava e nada. Já estava certo que eu não conseguiria, quando do nada engasguei com a minha própria saliva enquanto implorava pelo empréstimo. Tossia sem parar. O gerente levantou para buscar um copo d’água para mim. Foi então que eu lembrei do cara da praça. Mordi minha língua com toda força - cheguei a arrancar um pedaço - e comecei a jorrar sangue quando eu tossia. Quando o gerente voltou com a água sua mesa estava toda respingada de vermelho. Ele perguntou se eu estava doente. Eu tossindo sangue respondi que sim com a cabeça. Perguntou se era tuberculose. Respondi que sim novamente, indo em direção dele para alcançar o copo. Ele arregalou os olhos, deixou o copo sobre sua mesa, saiu e em alguns minutos voltou segurando um contrato numa mão e uma caneta na outra. Foi assim que consegui meu primeiro empréstimo e assim também o paguei. Ah! Também por um bom tempo foi assim que andei de táxi, almocei, jantei, fiz compras...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ESQUEMA ROCK LIVRE



Esquema Rock Livre

Dia 10/04 (domingo)
17:30
Chácara Via Trilha
R$ 5,00
Compre ingresso antecipado com o pessoal das bandas!!!

Bandas:

Copacabana Pé Vermelho

Phyxius

Anônimos Aduzidos

quinta-feira, 3 de março de 2011

TRÂNSITO ILUSTRADO – Lição nº 1: “Retorno em cruzamento de avenida com rua” (Especial para maringaenses)

A Lição nº 1 é basilar. Se você não comprou a carteira sabe do que estamos falando, porém poderíamos afirmar sem medo que a maioria dos motoristas maringaenses ditos “habilitados” por alguma razão misteriosa não executam o retorno em cruzamento de avenida com rua de forma correta.

É uma estupidez sem limites.

Observe a sequência abaixo e perceba como os energúmenos fazem o retorno:

Retorno 1

1. O carro rosa está se deslocando no sentido esquerda-direita e pretende fazer um retorno à esquerda para voltar na mesma avenida em sentido contrário (como estamos falando do trânsito de Maringá, presume-se que ele não indicou a direção com a seta). No entanto, existem dois carros azuis trafegando em sentido contrário um em relação ao outro na rua transversal. Um deles, o que trafega no sentido baixo-cima, está parado aguardando a definição do carro rosa para poder continuar o seu trajeto pela mesma rua. O outro carro azul pretende fazer uma conversão à esquerda, visando entrar na avenida.

retorno 2

2. O motorista colono do carro rosa, inicia o retorno enquanto os condutores dos outros carros aguardam a sua definição.

Retorno 3

3. Coisa linda de Deus. O motorista do carro rosa resolve fazer o retorno na contra-mão. Perceba que ele fica de frente com o carro que trafega no sentido cima-baixo.

Retorno 4

4. O espírito da barbeiragem se espalha pelo ar! O carro azul que trafegava pela rua no sentido cima-baixo desvia do carro rosa e também entra na contra mão, sem perceber que outro carro que trafegava pela rua no sentido baixo-cima havia continuado o seu trajeto em linha reta.

Retorno 5

5. O resultado: o barbeiro do carro rosa fez o retorno na contra-mão e saiu ileso. Parabéns boçal! Os carros azuis se colidem pela decisão precipitada e estúpida de desviar do carro rosa que fazia o retorno pela contra-mão saindo também pela contra-mão. Uma burrice não justifica outra.

SEGUE AGORA, BEM FÁCIL, DESENHADINHO, O JEITO CORRETO:

Retorno 1

1. A mesma ladainha do início.

Retorno 6

2. O condutor do carro rosa se dirige para perto da faixa de segurança do lado direito da imagem, como se fosse apenas fazer uma conversão e entrar na rua no sentido baixo-cima. Cara esperto.

Retorno 7

3. O carro rosa pára e gentilmente faz um sinal para que o condutor do carro azul do sentido cima-baixo que aguardava a sua definição fosse em frente. O carro azul do sentido baixo-cima aguarda pacientemente.

Retorno 8

4. Simultaneamente os carros executam as suas conversões e seguem na avenida, cada qual na sua direção. O condutor do carro azul do sentido baixo-cima aguarda ouvindo um som do Jimi Hendrix.

Retorno 9

5. O carro azul baixo-cima avança e segue pela rua. Cada um tomou seu rumo sem estressarem uns aos outros. Doeu?

 

Próxima lição: Conversão à esquerda em cruzamento de avenida com avenida para maringaenses.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

UMA BOA NOTÍCIA!



Barriga de cerveja é mito, segundo estudo médico espanhol

Um estudo do Colégio Oficial de Médicos das Astúrias revela que «a barriga de cerveja é um mito», pois um consumo moderado da bebida, de até meio litro diário, associado a uma dieta como a mediterrânica, não engorda e reduz o risco de diabetes e hipertensão.
O modelo de homens e mulheres com barriga grande é próprio da cultura anglo-saxónica, onde se ingere grandes quantidades de cerveja e comida rica em gorduras saturadas com quase nenhuma actividade física, asseguraram hoje os autores do estudo.
O padrão alimentar dos consumidores moderados de cerveja em Espanha é mais próximo do da dieta mediterrânica, segundo o trabalho elaborado por Hospital Clínic, Universidade de Barcelona e Instituto de Saúde Carlos III, que foi apresentado hoje no Colégio Oficial de Médicos de Astúrias.
Os médicos Ramón Estruch, do Serviço de Medicina Interna do Hospital Clínic, e Rosa Lamuela, do departamento de bromatologia e Nutrição da Universidade de Barcelona, asseguraram que o estudo demonstra que a cerveja bebida com moderação não provoca aumento da massa corporal nem acúmulo de gordura na cintura.
Barriga de cerveja é mito, segundo estudo médico espanhol. O teste, realizado em 1.249 participantes, homens e mulheres com mais de 57 anos, que pela idade têm um maior risco cardiovascular, confirmou que a cerveja é saudável, segundo os autores.
As pessoas que participaram no estudo alimentando-se com uma dieta mediterrânica acompanhada de cerveja em quantidades entre um quarto e meio litro por dia, «não só não engordaram, mas, em alguns casos, perderam peso», indicaram os cientistas.
A dose recomendada pelos médicos é de dois copos diários para as mulheres e de três para os homens, com comidas equilibradas e sempre que as pessoas tiverem uma vida normal, praticando algum exercício.
A cerveja é uma bebida fermentada, que recebe as propriedades alimentares dos cereais com que é produzida, assim como o vinho da uva, ou a cidra da maçã, explicou a Rosa Lamuela.
A bebida fornece uma quantidade de ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio maior que outras, e provoca um efeito «protector» sobre o sistema cardiovascular.
As pessoas que bebem quantidades «normais» de cerveja apresentam uma menor incidência de diabetes mellitus e hipertensão, e um índice de massa corporal inferior.
Além disso, estas pessoas «manifestaram consumir uma maior quantidade de verduras, legumes, peixe, cereais e azeite, e realizar uma maior actividade física», indicou Estruch.

Ela, Ele e Carol – por Coy Morais

Salto_d'Ela

-Onde você tá indo?

-Tô indo embora.

-Como assim? Por que?

-Não ta rolando mais nós dois...

-Não ta rolando? Só isso? Fácil assim?

-É... Não é só isso... Tem outra, eu não suporto mais o seu mal-humor.

-Meu mal-humor, meu mal-humor! Meu mal-humor? Uma ova! E você se acha a perfeição bateu e ficou em você, né? Mas é um cretino mesmo... E brocha.

-Por favor, sem ofensas... Somos adultos e...

-Adultos um caralho, não me venha com essa não. Quem é a vagabunda? Quem é a vadia que você tá comendo.

-Tá louca? Um homem não pode ser homem uma vez na vida não?

-Homens sim, mas no seu caso estamos falando de ratos, porcos, cachorros ou... Veados. Quer dizer então que você resolveu sair do armário... É um cara né? Sabia que você era gay...

-Ah meu Deus... Agora essa. Sou homem, o mais homem pra quem você já deu.

-Ui! Vai lá, pega essa sua mala e vai pra casa do seu macho, bichona.

-Carolina...

-Agora deu pra mudar meu nome?

-Não, o nome dela é Carolina.

-A advogada? Não acredito, ela é casada, vou ligar agora pr’aquela biscate e vou...

-Não, a do sex shop.

-Bem sua cara mesmo, adora um pé-rapado.

-Assim como você.

-Nada a ver, você pelo menos fazia PUC.

-Cotista e favelado. Olha, cansei dessa sua arrogância e ar de superioridade...

-E o emprego na empresa do meu pai? Você já era... Um telefonema meu e você é despedido no ato.

-Já me demiti hoje à tarde. Agora serei empresário do ramo de artesanato.

-(Risos cínicos). Como você é ridículo. Bem que minha mãe avisou que o homem pode um dia sair da favela, mas a favela não sai dele jamais...

-Tá certo... Não vou mais te dar papo. To indo.

-Não vai! Só sai daqui por cima do meu cadáver.

-Sai da minha frente, por favor.

-Não, isso não acaba assim não... Você me deve respeito, eu te tirei da merda seu ingrato. Cíntia chame o segurança!

-Eu dispensei a Cíntia, não queria que ela participasse disso.

-É, você ama mesmo os pobres.

-É, amo. Agora sai da minha frente, não quero te machucar.

-Vamos conversar direito... Não precisa ser assim...

-Não dá.

-Eu dou, vamos pro quarto, lá a gente sempre se acertou...

-Mas agora é diferente, to decidido a viver a vida de outra maneira, mais leve, realizar meus sonhos...

-E o uísque importado?

-Eu vou tomar, pinga, conhaque, cerveja... Aquilo que a minha grana me permitir.

-Vai conseguir ficar longe do country club, das piscinas, da sauna...?

-Meu clube a partir de hoje é a praia, minha piscina é o mar e o calor do sol minha sauna.

-Tem certeza? E no inverno? O que você vai fazer? Vai acender uma fogueira dentro de um latão e ficar se aquecendo?

-É... Eu...

-E sua massagem tailandesa? A fisioterapia pra sua lombalgia, como fica? E quando você ficar doente vai enfrentar a fila do postinho de saúde? Vai ser cliente do SUS?

-Olha, isso não importa agora...

-To vendo mesmo, que daqui dois meses você vai estar aqui na minha porta implorando pra voltar comigo. Por que não evitamos isso? Fica ai, vamos conversar melhor.

-Não dá!

-Já disse que eu dou sim... Faço o que você quiser, hoje sou sua escrava. Larga a mala ai no chão e vamos lá pra dentro.

-A Carol ta me esperando lá em baixo, não posso fazer isso com ela.

-Pense bem... As festas? A chácara? O tênis? Você acha que sendo vendedor de artesanato você vai conseguir comer onde?

-...

(tira a blusa e coloca a mão dele nos seus seios)

-Tem certeza? Ela é gostosa como eu?

(passando a mão na virilha dele)

-Hein? Responde... Ela fode como eu?

-Meu Deus... Onde eu estava com a cabeça? Você tem razão... Estava me deixando levar por impulsos.

-Interfone na portaria e dispense aquela baranga. E vem pro quarto.

-Aham. Coloca aquele lingerie vermelho que eu te dei de aniversário enquanto eu falo pro porteiro mandar a Carolina embora.

-Ok. Mas não demora. (Um beijinho no canto da boca)

-Com certeza não.

___

-E ai, por que demorou tanto? (um beijo na boca dele)

-Ah, tava complicado de desbaratinar a mocréia.

-E ai... Qual o rumo?

-Onde você quiser Carol... Qualquer praia. Põe um Jefferson Airplane aí e abre a capota. Vamos deixar o vento bater em nossos rostos. Liberdade!

-(Carol dá a partida no carro e liga o som) Yeah! Então vamos pra onde a brisa nos levar.

___

Então ela vem como um projétil descendo do décimo sexto andar, voando, queda livre, fio dental, cinta-liga, cabelos esvoaçados e um sorriso irônico no rosto. A brisa guiou o foguete humano traído, seu alvo: o casal dentro do carro. Bum! Vôo certeiro, precisão militar, destruição e sangue... muito sangue. Silêncio.

Realmente a brisa os levou... Ao menos suas cinzas dois dias depois. Ele foi jogado ao mar. Ela, por seu pai, de um helicóptero sobre Paris, sua cidade preferida. Carol, bom, não se sabe nada desde então, os jornais não divulgaram a pedido ($) dos familiares da traída.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CAIUÁ - por Coy Morais







Uma singela homenagem de um maringaense à cidade de Umuarama.
CAIUÁ
-
No céu um sol escaldante
Meu chão é de Caiuá
Um pasto rente e rasteiro
Lugar melhor não há
-
Aonde estiver eu me lembro
Daquelas bandas de lá
Dois índios e um cachimbo
No alto do monte a fumar
-
Amigo você vem de onde?
Eu venho de qualquer lugar
Nessas terras me plantei
E aqui pretendo ficar
-
Mas se tiver que partir
Para onde quer que eu vá
Minha mente ficará aqui
Noroeste do Paraná

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Despertar do Rock na Cidade Canção Muda - Por: Carlos Grison

Guitarra

A que me render a essas canções dessas ruas desertas

Entoadas apenas pelo vento incerto

Esperando em uníssono protesto e afeto

Fazer com que brote do peito calado um grito alucinado

__

Gritarão de longe em pressa ao ver-nos chegando

O que será que acontece em meio a essa prece absurda

E de relance verão a ser ligada ao canto uma guitarra aguda

Causando espanto e medo no peito da cidade que dormia

__

Nada que fizerem conseguirá apagar

Afinal nós ressurgiremos como saraivadas distorcidas

Nessas ruas convexas da já não silenciosa Maringá

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